Pior do que não ter um botão de rosa entre os dedos ou na palma de sua mão, é não saber o que fazer com a sombra dela que surge em todo contraste de luz quando reluz em seu pensamento desde o amanhecer até o anoitecer.
A mesma sombra que lhe convence ser melhor não arriscar, ao mesmo tempo certifica que ela está lá.
O medo diário que desabroche declaradamente na palma de sua mão, enquanto a sombra sugere nova interpretação. Se torna ainda mais difícil quando seu perfume do nada exala, fazendo recordar e apressar a necessidade de escolha.
Você nunca pediu, mas sentiu que era tudo o que mais queria, desde sua chegada em vitória e alegria.
Talvez o esperado não seja a partir deste botão idealizar um imenso rosário, mas plantar a ideia desta muda de rosa!
Ter oportunidade e não saber o que fazer com ela, traz arrependimento como sequela. A escolha é sempre sua, depois que todas as outras fui eu que fiz.
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